sábado, 4 de janeiro de 2014

VIAJE NATAL COM JESUS

Clodomir Monteiro
24/12/2013.
VERSÃO 03/01/2014
Rio Branco/Acre

nascimento corre vento
que se perde túnel tempo
sua vida com entrada
tem poder de movimento
sairá sem ser partida

“ vento sopra onde quer ”
berço Amor viaja dentro
manjedoura  humildade
mandará vital momento
findará em nova estrada

“ e ouve a sua voz ”
mas não sabe de onde vem
festeja  Filho não a vício
saberá onde sacode
até sinal de aí pode

chora sem ressentimento 
beba Vinho da Verdade
pela vide de Jesus
pegue estrada liberdade
Emanuel humanidade

Faça túnel tolerância
chegue à praia igualdade
“nascido da carne é carne
nascido do espírito espírito’’
saboreie  gosto fé


festival Natal não fecha
tem entrada  sem saída
suba em  coração  estrada 
túnel venta entre lados
Jesus  ajuda sua subida


João 3:1-36a

sábado, 9 de novembro de 2013

FLORESCER BEÇA

por todas as escritas
aos pés da vida comovidos
poetas perfeitos obreiros
eles não mudas de canteiros
escritas guardas jardineiros
Anibal vive entre guerreiros
por ele promovidos


poema publicado originalmente in
ANTOLOGIA DE ESCRITAS 8. Cacém, Portugal: Quilate, 2011. p.18

terça-feira, 1 de outubro de 2013

BELA LEVEZA

BELA LEVEZA
LEVE BELEZA*


bela a leveza, me lembra tristeza e alegria,
não a que dura madura na maçã futura,
a do corpo olhando as Cies é das irmãs
jungidas dos pés à cabeça criam o amor
ambas gestavam ocultas no primeiro dia

leve a beleza das flores da sabedoria
som que perdura na pura nudez da candura
do parto gerânio da vida é das manhãs
urdidas nas mãos duendes relevam a dor
âmbar a cor da leveza a razão chamaria

teve a destreza dos braços as asas antigas
aveva pura na pélvis das evas ternura
a do prato de carne de dentes caninos
leveza pluma destreza da vida flutua



* Elaborado, on-line, no ENTRECAMPOS de Escritas em 29.07.2006, às 20 h de Lisboa, Portugal e revisto em 02.03.2010, às 10:45 h de Rio Branco, Acre, Brasil.

Poema publicado in
ANTOLOGIA DE ESCRITAS NO 7. Portugal: Quilate, 2010. p.24

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Maciel maciez

maciel maçã arte eubiose
quem degusta vê mais consome
passa lhe mão nome não come
sim cresce fibra engole dose
maciez lê fibra eubiose
leitor livrador de artrose


Clodomir 25.09.13

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A CHATA / O PRIMEIRO CENTENÁRIO

Clodomir Monteiro


1877 – Seca de boca aberta
            Gente cheia de fome
            Seringa sobe e desce
            Mata se abre e fecha

            A água mexe

1977 – No corte copo aperta
            O tempo funda o mito
            Leite encurta leito
            Povo perde o centro

            Na praia a proa

1877 – No porto patrão esperto
            Brabo avia a vinda
            Preço sobe e desce
            Gente
Se engana e vende

O sonho tece

1977 – Estiva estica estoque
            O povo estanca seu rio
            A chata vida escorre
            Posse tocaia a bala

            O sangue em terra

1877 – Bem virgem tribo dança
            Canta adoçando açudes
            Correria caçando incha
            Pálido escravo escreve

            Na água o mapa

1977 – Estado empresa invasão
            Paulista tomando terra
            Caboclo tombando pinga
            Queimando gado fazenda

            Borracha apaga

1877 – Nordeste Galvez lenda
            E tratados demarcação
            Castanha caça e pesca
            Mata estala entoperce

            Fumaça cresce

1977 – Empresário bóia-fria
            Gato laçando mateiro
            A trinca no caminhão
            Corrente em cada mão

            De-obra escrava
           
            E longe multi investe
            Grileiro posseiro peão
            Rádio jornal e televisão
            O gado se engorda e desce

            O Acre achata


Poema publicado originalmente in:
Antologia dos Poetas Acreanos 1986. Rio Branco: Fundação Cultural/Casa do Poeta Acreano, 1986. p. 51-53

domingo, 11 de agosto de 2013

HOMENAGEM AO PAI

HOMENAGEM AO PAI
 GRAU DA ESCRITURA
Clodomir Monteiro
Agosto 2013

poema adia dia de pai
nem ele diz bem dita de mãe
dia de filho agem filias
dia desfila ato de língua
poesia destila linguagem
natureza que passa através
fala dita escritor escritura
rolando Barthes só de estilos
pai esplendor imagem sonhada


poema inspirado
na obra de Roland Barthes:

"O grau zero da escritura"
Cultrix, 1971